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Como usar as redes sociais

Facebook, Instagram, Twitter, Linkedin ou todas: Como escolher a melhor rede social para sua empresa?

O Facebook e o Instagram dominam a cena quando o assunto é rede social. Ambas as redes são do Facebook, o que facilita em muitos sentidos a vida de quem cria conteúdo, mas elas são muito diferentes em uso e finalidade. Além delas, temos ainda outras redes sociais (são centenas, na verdade, mas escolhemos apenas algumas delas) e todas merecem atenção na hora de selecionar onde publicar.

Vamos descobrir as principais semelhanças e diferenças que ajudam a escolher qual delas usar?

Finalidade

Qual é o objetivo da sua marca nas redes sociais?

Algumas empresas oferecem produtos e serviços mais técnicos, como escritórios de advocacia, de engenharia ou de tecnologia da informação. Outras oferecem produtos e serviços imprescindíveis para o dia a dia e que nos remetem a momentos felizes, como bolos, roupas, viagens.

No primeiro caso, estamos falando de uma orientação mais voltada para disseminação de informações, discussão de melhores práticas, compartilhamento de notícias, bem analítica. Quando se fala de redes com um comportamento mais analítico, se fala de Facebook, Twitter e Linkedin.

No segundo caso, temos uma orientação mais criativa, pessoal, com foco nas imagens, bem visual. E quando se fala de redes mais visuais, se fala de Twitter e Pinterest, por exemplo.

Uso

É preciso entender o que o usuário busca em cada uma das redes para entender que tipo de conteúdo deve ser entregue em cada uma delas.

Facebook: Interação, novidades, fazer parte da comunidade.
Instagram: Novidades, inspiração, desenvolver criatividade.
Linkedin: Interações profissionais, recolocação no mercado.
Twitter: Novidades em tempo real, interação, fazer parte da comunidade.
Pinterest: Inspiração, desenvolver criatividade.

A pergunta a se fazer neste momento é: qual desses itens sua marca quer desenvolver?

Olhando a imagem abaixo, gerada a partir de dados do SocialBakers fica claro a diferença das duas principais redes: o Facebook é a rede da informação e comunidades, enquanto o Instagram é a terra das celebridades e marcas.

Este slide faz parte desta apresentação.

Público

Qual é o momento de vida da sua empresa? É de expansão de marca, vendas ou fidelização? para compreender melhor em qual rede o público estará mais aberto à receber sua mensagem.

De acordo com dados do Facebook, a rede tem mais de 102 milhões de usuários só no Brasil. O Instagram tem mais de 35 milhões de usuários no país. E o Linkedin passa dos 25 milhões. O Twitter e o Pinterest não divulgam quantos usuários têm por aqui, apenas os mais de 319 milhões de usuários globais para o primeiro e mais de 100 milhões para o segundo.

Assim, vendo os dados abertos, fica mais simples compreender que, se a marca está em momento de expansão, o foco deveria estar nas redes com maior possibilidade de alcance: Facebook e Instagram. Mas calma que tem mais alguns detalhes.

O público do Facebook é bem alinhado com a demografia da nossa população, basta perguntar para seu sobrinho de 13 anos e para sua tia de 65 se eles estão na rede.

Já o Instagram e o Twitter têm uma tendência mais jovem e ligada à tecnologia, é um público que faz parte de todos os acontecimentos e usa sua criatividade para pertencer à comunidade.

O Linkedin, com seu perfil profissional, conta com um público adulto (25 – 44) na maioria.

E o Pinterest traz uma demografia variada mas muito conectada a tendências e viciada em imagens marcantes.

Conteúdo

Que conteúdo sua marca pode criar?

Não há sentido em querer ativar uma segunda ou terceira rede social se a empresa não está em um momento que propicie investimentos. É importante pensar, também, nisso: a empresa tem como investir em uma boa criação de conteúdo para as redes sociais? Muitas vezes pode ser melhor apostar em apenas uma rede, para começar, e depois diversificar – é o caso de pequenas empresas que adotam o Instagram como primeira rede e só depois movem para outras.

Além do investimento, é preciso pensar no DNA da marca. Não faz sentido fugir da sua proposta de valor e objetivo comercial só para poder criar posts criativos para o Instagram, por exemplo (e o público vai sentir que é conteúdo forçado e não vai interagir).

O Facebook, com a possibilidade de publicar links, é a rede social para quem tem muitos detalhes para contar. A empresa pode compartilhar links para seu próprio blog, pode ativar uma rede de influenciadores da área que também compartilharão os conteúdos, é possível coletar leads, publicar vídeos e imagens chamativas.

O Instagram e o Pinterest são as redes focadas nas imagens. Se a imagem não for chamativa, não vai fazer o usuário parar para ver. O Pinterest possibilita o compartilhamento de links, mas o Instagram não. Por outro lado, o Instagram permite que a marca conte sua história de forma humanizada, sem forçar a amizade e tentar vender a todo o custo. O caminho das redes visuais é encantar primeiro e converter depois.

O Twitter é uma ferramenta importante para a geração de tráfego, além de ser fundamental para um SAC 2.0 bem estruturado. As pessoas usam o Twitter para contar o que amam, mas principalmente o que odeiam.

E o Linkedin tem uma ferramenta muito legal para publicação de artigos, além de ter foco no compartilhamento de links. É a rede social que todo profissional de RH deveria saber usar para fazer conexões com profissionais, ofertar vagas e buscar o melhor time para a empresa.

Por conta de todas essas peculiaridades, fica uma dica de ouro: Não replique conteúdo.

Cada rede é tão diferente da outra que o conteúdo precisa ser igualmente diferente e exclusivo para chamar a atenção do público da forma como ele espera ser impactado naquele espaço. Não faz sentido copiar o post do Facebook e publicar no Instagram. Não faz sentido copiar do Facebook e colar no Twitter.

Agora, sabendo de todas essas características, me diz: qual rede social mais combina com a sua empresa?


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Facebook

Por que minha página de Facebook não dá resultado?

Uma reclamação recorrente quando se fala em página de Facebook para empresas é: “Eu tenho a página, coloco posts lá e nunca ninguém veio comprar de mim porque viu no Facebook”. E aí você pensa: não tem vários casos de empresas que vivem apenas de mídia digital? Não tem aqueles pequenos empreendedores que começaram pequenos, tímidos, e cresceram por causa da força da rede social?

Este post é para explicar alguns pontos fundamentais que você pode ter deixado de fora da equação quando se trata de página de Facebook. Vamos ver quais são?

1. Falta construir sua presença digital

Na maioria das vezes que se pergunta para alguém: Qual é o seu objetivo com a página? A resposta será: Vender mais.

É meio óbvio que esse será o objetivo de qualquer investimento, seja no digital ou no offline. Só que, quando falamos de redes sociais, para chegar ao ponto de vender há um caminho que precisa ser percorrido.

Pensa comigo: você é impactado por um post sugerido. Este post apresenta um produto que chama sua atenção e você decide entrar na página para conhecer melhor a loja. A página está sem publicações há alguns dias, tem poucas curtidas, poucas interações nos posts e as poucas interações não foram respondidas. Os posts têm imagens feias e textos longos e repetitivos. Você compraria um produto desta loja? Você sairia da sua casa para conhecer esta loja?

No dia seguinte, você é impactado por um outro post, com outro produto interessante. A página tem várias curtidas, posts publicados a cada 2 dias, com imagens chamativas e textos criativos, diversas interações e todas elas respondidas. Qual dessas duas lojas ganharia seu clique e sua preferência?

Antes de vender, é preciso construir a sua presença digital, é preciso mostrar para as pessoas que sua empresa é confiável, que respeita o consumidor, que tem bons produtos ou serviços, que é uma referência na área de atuação. Se esta primeira etapa for cumprida com sucesso, a venda é consequência.

E, ainda, depois de vender é preciso fidelizar o consumidor, conversar com ele frequentemente para que, na próxima vez, ele procure a sua empresa e não a de um concorrente.

Será que sua página está pronta para “Vender mais”? Será que ela não precisa de uma organização antes disso? E, se ela já está vendendo, o que você está fazendo para manter seu consumidor encantado? Qual é o seu diferencial? Como você se comunica com quem compra de você?


2. Falta planejamento

Construir a presença digital tem a ver com planejar as ações a serem desenvolvidas na página.

-Que linguagem você vai falar na página? Que tipo de publicações vai fazer?

-O que você vai fazer nos próximos feriados do ano? Tem alguma dessas datas que esteja alinhada com o seu produto ou serviço e mereça alguma ação comercial especial?

-Qual é o produto ou serviço preferido pelo seu público? Quantos posts você vai publicar sobre ele no mês?

-Este mês tem alguma data comemorativa que faça sentido você celebrar com um post?

-Qual produto ou serviço você precisa destacar nesta quinzena?

-Quais recursos do Facebook e de outras ferramentas você vai usar para melhorar seu conteúdo?

Estes são apenas alguns dos vários questionamentos que precisam ser feitos ao elaborar um planejamento anual. Este planejamento anual vai nortear o planejamento mensal que, por sua vez, vai guiar a pauta semanal ou quinzenal.

Você pode até publicar na página de Facebook 2 vezes por semana apenas, mas cada um destes posts precisa ser pensado com o maior cuidado, para atingir o seu objetivo.

E é importante lembrar que não vale ficar enchendo linguiça na página compartilhando posts de páginas de portais de notícias. O conteúdo da sua página deve ser criado para o seu público e deve aproveitar cada pedacinho do alcance que se pode ter. Afinal, você não está querendo gerar cliques para o site do jornal, você está querendo gerar cliques para o seu site e vendas para a sua empresa. Você não está em busca de interações para a página dos outros, sua preocupação precisa ser com a sua página.


3. Falta clareza de segmentação de público

Quem é o seu público-alvo? Do que essas pessoas gostam? Que lugares elas frequentam? Quais são os valores mais importantes para a vida delas? Que momento de vida elas estão vivendo agora? Como falar com elas neste momento?

Quando se fala de conteúdo relevante é fundamental saber responder essas perguntas, porque elas ajudam a compreender o que seu público quer ler na página da sua marca, quais posts vão gerar mais interações e de onde virá o sucesso da sua página de Facebook.

Só conhecendo o público de forma aprofundada é possível criar conteúdo que propicie o engajamento. Só conhecendo o seu público é possível vender mais.


4. Falta investimento

Quantas horas por dia você dedica para a página de Facebook da sua empresa? Quanto do seu faturamento você investe na criação de campanhas de Facebook Ads? Quanto você está disposto a pagar para uma agência ou um freelancer que gerencie sua presença digital?

Pode até parecer, em um primeiro momento, mas o uso comercial do Facebook requer investimento, seja de tempo ou de dinheiro.

No caso do tempo, que tal começar aprendendo habilidades que podem te ajudar a divulgar sua empresa e seu produto na página de Facebook? Você pode fazer um curso de mídias sociais; pode estudar materiais criados por profissionais do marketing; pode fazer benchmarking; verificando como seus concorrentes estão trabalhando sua comunicação (não vale copiar nada de ninguém, viu?); pode elaborar o planejamento da sua marca.

Anota aí alguns recursos que são legais para quem está começando:

Facebook Blueprint

ORGblog

Negócio Criativo

O investimento do tempo para aprender e planejar pode resultar em bons resultados orgânicos (sem precisar criar anúncios) para sua marca. Ações promovidas na vida real, como aquelas feitas com influenciadores, podem trazer bons resultados para sua página de Facebook.

No caso do dinheiro, é preciso determinar uma verba a ser usada nas divulgações dentro do Facebook, isso por causa do algoritmo da plataforma. Algumas fontes estimam que o alcance orgânico das publicações de páginas pode ser de apenas 2% a 6%. Ou seja, os posts que não recebem investimento podem ser exibidos para apenas 2% a 6% do número de pessoas que curtem sua página. Para chegar nas 94% de pessoas restantes é preciso anunciar.

E, quanto mais pessoas, páginas e publicações na rede, menor tende a ser esse alcance orgânico.

Isso não quer dizer que você precisa impulsionar todas as publicações, até porque, quanto menor e mais real o número de curtidas da sua página melhor vai ser seu alcance orgânico – no caso da Petit, por exemplo conseguimos frequentemente ultrapassar os 100% de alcance orgânico.

O próprio Facebook indica quais posts você deveria promover, mas você também pode decidir observando o envolvimento das pessoas nas primeiras duas horas de vida daquela publicação: quanto maior o alcance e o envolvimento, melhor será o resultado do seu anúncio. Aqui tem um passo a passo de como impulsionar.

Então, lembre-se: quanto melhor o conteúdo maior a chance de alcançar mais pessoas. Quanto melhor for construída sua base de curtidas, maior a chance de alcançar mais pessoas. E, quando você tiver o melhor resultado, vale investir um pouco para aumentar ainda mais o alcance.


Conta pra mim no e-mail – escola@petitmidiassociais.com: Essas dicas ajudaram a pensar o que pode estar dando errado na sua página? O que mais você gostaria de saber?

Mariana Klein – Diretora da Petit Mídias Sociais


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Como usar as redes sociais Facebook

Conheça os objetivos de campanhas de Facebook Ads

Qual é sua estratégia de investimento em campanhas de Facebook Ads? Você destina parte da verba para obter mais curtidas de páginas e outra parte para impulsionar suas publicações? O Facebook tem vários tipos de campanhas que podem ser utilizadas para fechar mais vendas, atrair consumidores para sua loja, obter leads, divulgar produtos e ofertas e muito mais. E vários destes objetivos podem virar também campanhas de Instagram.

Que tal conhecer todos os objetivos de campanhas de Facebook para investir sua verba de forma mais inteligente?

As campanhas de Facebook Ads estão divididas em três grandes grupos: Reconhecimento, Consideração e Conversões. E o terceiro tem como finalidade promover vendas. Vamos conhecer melhor cada um deles:

Reconhecimento

As campanhas de reconhecimento são destinadas aos anunciantes que desejam tornar sua marca conhecida por mais pessoas. Esta categoria apresenta 3 objetivos:

Reconhecimento da marca – Busca pessoas que tenham maiores chances de prestar atenção aos seus anúncios e reconhecer a sua marca no futuro. (Compatível com Facebook e Instagram).
Divulgação nas imediações – Promove sua empresa para pessoas que estão perto dela. (Compatível com Facebook e Instagram).
Alcance – Exibe seu anúncio para o maior número de pessoas possível. (Compatível com Facebook e Instagram).

Consideração

As campanhas de consideração promovem as ações dos consumidores dentro da própria rede social e fora dela, seja no site da empresa, seja no site para download de um aplicativo da marca. Esta categoria traz 8 objetivos:

Tráfego – Aumenta o número de visitas no seu site. (Compatível com Facebook e Instagram).
Instalações do aplicativo – Aumenta o número de instalações do seu aplicativo. (Compatível com Facebook e Instagram).
Envolvimento com a publicação – Faz com que mais pessoas interajam com suas publicações na página, gerando mais curtidas, comentários e compartilhamentos. (Compatível com Facebook e Instagram).
Curtidas na página – Busca pessoas interessadas em curtir a página da sua empresa. (Compatível com Facebook e Instagram).
Participações no Evento – Propaga seu evento para mais pessoas interessadas. (Compatível com Facebook e Instagram).
Obtenção de ofertas – Promove uma oferta específica ou um cupom de descontos para seus consumidores. (Compatível com Facebook e Instagram).
Visualizações do vídeo – Promove vídeos da sua empresa que ajudarão a aumentar o reconhecimento de marca. (Compatível com Facebook e Instagram).
Geração de leads – Coleta dados como nome, endereço de e-mail, telefone e muito mais para que sua equipe de vendas possa entrar em contato diretamente com o consumidor interessado na sua empresa. (Compatível com Facebook).

Mensagens – Busca pessoas interessadas em conversar com o seu negócio no Messenger para concluir compras, responder a perguntas ou oferecer suporte (Compatível com Facebook, Instagram e Messenger).

Conversões

A terceira categoria de objetivos tem como finalidade promover as vendas, sejam elas no e-commerce, sejam no seu ponto de venda. Aqui podemos utilizar 3 objetivos:

Conversões – Leva para seu site pessoas interessadas em adquirir os seus produtos, e as conversões podem ser medidas usando o pixel do Facebook. (Compatível com Facebook e Instagram).
Vendas do catálogo de produtos – Exibe os produtos do seu catálogo para consumidores interessados. (Compatível com Facebook).
Visitas ao estabelecimento – É ativado para pessoas que estão a uma distância muito próxima da sua empresa, promovendo a venda de produtos para pessoas interessadas. (Compatível com Facebook).

A escolha dos objetivos das campanhas é fundamental para que o objetivo comercial de uma empresa seja alcançado. É importante observar que quando selecionamos um dos objetivos, o Facebook busca, dentre a segmentação escolhida, pessoas que tenham maiores chances de promover aquela determinada ação. Assim, ao impulsionar um post não podemos esperar que as pessoas fechem uma compra em nossa loja virtual, por exemplo.


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Facebook

Uma fan theory sobre segmentação no Facebook

Hoje vou propor uma teoria, meio fan theory de Game of Thrones ou The OA, naquela linha “Quem é a mãe do Jon Snow?” e “Será que o terapeuta dela foi quem colocou os livros embaixo da cama?”. Só que minha teoria é sobre segmentações do Facebook. E já vou avisar: vou contar minha teoria e depois apresentarei alternativas. Então, se você passa pelo mesmo problema que eu, fica por aí até o fim, ok?

Já faz algum tempo que observo que a segmentação que eu crio para as campanhas de Facebook nem sempre traz resultados das pessoas que eu gostaria de alcançar. Eu peço uma segmentação, por exemplo, pessoas que estudaram na Universidade X e que gostam da Revista YZ. E aí, quando vou olhar o resultado, as pessoas envolvidas são bem diferentes disso, por exemplo, são alunos de ensino médio e aparentemente não se interessam por aquela revista.

A primeira reação é pensar que o Markinho está trabalhando em uma forma de lucrar em cima do anunciante e agora o que segmentamos não serve para nada. Já faz umas semanas que estou observando isso. Até que resolvi olhar as minhas preferências de anúncios e entendi que uma parte do problema pode estar no combo tradução + contexto.

Percebi que, para o Facebook, meu interesse na Panvel é considerado também interesse por uma cidade indiana com o nome de Panvel. Meu interesse pela Holic está também classificado erroneamente na categoria de viagens, porque é o nome de uma cidade. Meu interesse pela página de um dos nossos clientes, a Jimo, também está na categoria de turismo, porque também é uma cidade, e minha paixão pelo Magnólia acabou sendo traduzida pelo meu interesse na flor homônima. E até os sobrenomes dos amigos e conhecidos caíram nesse balaio: Barbosa, Villa Real, Sperry e por aí vai. Até meu interesse pela página da Sugar Plum foi compreendido como seu eu gostasse de Ameixa.

Facebook, deixa eu te contar uma coisa: eu não sou a maior fã de ameixas, não.

Ou seja: o sistema do Facebook não está preparado para entender que, de acordo com o contexto, o significado de uma palavra pode mudar.

Enfim, o que fazer? Algumas opções parecem viáveis neste ponto: a) sentar e chorar; b) desistir de trabalhar com mídias sociais; c) dizer para os clientes que nada disso dá certo; d) fazer alguma coisa para melhorar essa história toda.

Não posso te ajudar com as primeiras alternativas, mas posso ajudar com a última, e tudo começa com as nossas contas pessoais. Você já acessou suas preferências de anúncios? Se não, faz isso agora. Aqui tem um passo a passo. Vai lá, eu espero seu retorno para seguir com essa conversa.

Feito? Vamos seguir adiante. Para as campanhas que você cria, sugiro dois caminhos:

1  – Excluir características de segmentação. Sim, é possível dizer quais segmentos nós não queremos que recebam nossas campanhas. E é tão simples quanto inserir interesses ou comportamentos. É só clicar em “Excluir pessoas”.

Na exclusão você pode retirar alguns termos ambíguos, pode definir que prefere não alcançar usuários com determinadas características e pode, mesmo depois de começar a rodar a campanha, fazer alterações de acordo com os resultados que forem aparecendo e que não sejam exatamente o que você esperava.

2  – Usar a ferramenta de Informações do Público para descobrir mais sobre as pessoas que você quer alcançar, e quais cruzamentos de interesses e comportamentos você pode usar para obter resultados melhores. Aqui tem tudo o que você precisa saber sobre esta ferramenta, que eu considero uma das mais legais do Facebook.

Dentro da ferramenta é possível fazer toda a segmentação e salvar esse público para ser usado depois. Só é importante sempre lembrar de, primeira coisa, mudar o país, porque o default é Estados Unidos. E, ainda, é possível analisar o público de uma página que você gerencia, desde que ela tenha mais de 1.000 curtidas. Sugiro abrir a ferramenta e brincar com todas as possibilidades, é surpreendente ver os interesses das pessoas assim, tão claros.
Vai por mim, vale muito aprender a usar as Informações do Público.

3  – Analisar a categoria do interesse ou comportamento que você quer usar. Imagine que você precisa alcançar pessoas que trabalham no departamento administrativo de uma empresa.

Ao invés de selecionar Administração como um Interesse (muito amplo e com grande risco de alcançar pessoas que o Facebook entende que se interessam pelo tema, lembra do meu interesse por ameixas?), é melhor selecionar Administração como um Campo de Estudo e localizar pessoas que, nos seus perfis, indicam ter estudado ou se formado nesta área.

UPDATE: testamos mais uma alternativa com sucesso!

4 – Limitar o público-alvo. Além de excluir características do público, é possível criar uma limitação para ele.

Por exemplo: você quer alcançar alunos e ex-alunos de engenharia de duas faculdades. Você vai segmentar o público usando o nome das instituições e depois vai criar uma limitação, indicando que de todas as pessoas que estudam ou estudaram nessas faculdades, você só quer alcançar quem tenha estudado engenharia, ou tenha como cargo Engenheiro.


E você, tem alguma outra alternativa para os probleminhas com segmentação?

*Publicado originalmente no Medium.


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Instagram

O Instagram tem 45 milhões de contas ativas no Brasil. Como você vai falar com estas pessoas?

Recentemente o Facebook divulgou que o Instagram chegou à marca de 700 milhões de usuários ativos no mundo e 45 milhões de usuários ativos no Brasil. De acordo com a publicação, 60% dos Instagrammers dizem que já descobriram produtos e serviços no Instagram e 75% afirmam já ter tomado uma atitude depois de serem inspirados por um post no Instagram, segundo a pesquisa com usuários da plataforma em novembro de 2015.

Por outro lado, cresce também o número de anunciantes – já passa dos 200 mil – e aumenta o desafio de quem quer usar a rede como apoio para divulgação de produtos e serviços, afinal como destacar seus posts em meio às 95 milhões de fotos publicadas diariamente?

O segredo está em se conectar ao público-alvo da sua marca, entender o que as pessoas esperam da sua marca e o que faz elas interagirem com suas publicações. O contínuo do sucesso tem dois extremos: fazer rir e emocionar, e os melhores posts são os que estão nestes extremos.

Além disso, é fundamental selecionar a segmentação correta para ativar campanhas com o melhor resultado na rede. As opções são variadas e avançadas, possibilitando chegar às pessoas certas.

Como você se comunica com seu público-alvo?


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Como usar as redes sociais WhatsApp

WhatsApp, do grupo da família à venda de produtos

O ambiente digital é o lugar preferido de quem tem alguma coisa para dizer. Passamos alguns anos fazendo isso com o Orkut, blogs, Facebook, Twitter, sites de notícias e, mais recentemente, estamos apaixonadamente usando o WhatsApp para passar o dia conversando com família e amigos.

No SXSW deste ano, uma das palestras mais legais que assisti foi a da Fernanda Saboia sobre WhatsApp como ferramenta de CRM, me tirou da minha zona de conforto e me abriu a mente para como WhatsApp pode ser uma coisa séria.

Sim, porque eu não sou a maior defensora do WhatsApp e, antes de assistir essa palestra, inclusive, eu diria para quem quisesse ouvir que não entendia tanto amor pela ferramenta, que a considerava invasiva e a sensação de tempo real me deixa um tanto desconfortável. E, mais importante: acho que não é lugar de falar de trabalho (sim, sou daquelas que preferem ter registro de tudo por e-mail).

Uma das minhas preocupações de segurança parece que foi solucionada nos últimos dias, com o uso da criptografia de ponta-a-ponta, e já começo a concordar com a Fernanda: ele pode ser uma ferramenta importante para pequenos e médios negócios.

Gratuito (tá, US$ 0,99 ao ano, depois do primeiro ano de uso), simples e usado por praticamente todo mundo: poucas coisas são melhores quando se pensa em estar perto dos consumidores, certo?

A grande pergunta, então, é como usá-lo sem enlouquecer, sem ter problemas e de forma a consolidar sua marca. Eis algumas das minhas anotações da palestra, vamos ver se ajuda a clarear as ideias de quem quer ter o aplicativo como aliado.

Devo contratar uma agência para cuidar do meu Whats?

Sim e não. Por um lado, é uma ótima ideia ter apoio profissional para criação de peças, para ajudar a estruturar ações de divulgação e alinhar uma linha de comunicação.

Por outro lado, como a ferramenta é o mais próximo que se pode chegar de tempo real, não faz sentido o telefone estar lá na agência e as mensagens terem de ser encaminhadas para a empresa para serem respondidas. Quem tem que responder é a própria empresa.

Qualquer empresa pode usar?

Basicamente, sim. A Chevrolet usa, o salão de beleza do seu bairro usa, concessionárias usam para agendamento de serviços e a secretária da minha nutricionista usa para confirmar consultas. Basta ter um objetivo em mente e divulgar este número na sua comunicação em outras redes.

Mas, então, quer dizer que eu posso pegar minha lista de contatos e enviar mensagem para todos?

Por favor, não faça isso. Primeiro porque é bem chato receber comunicações que você não solicitou, e depois porque você pode ser banido do aplicativo, e aí pode pegar mal com seus consumidores ficar trocando de número. Até existe uma forma de enviar mensagens individuais para várias pessoas, mas ela só funciona se todos os contatos tiverem o seu número registrado.

Como usar o WhatsApp de um jeito legal e sem invadir a privacidade dos meus consumidores?

Comece perguntando para as pessoas se elas querem ser contatadas por lá. Na palestra a Fernanda deu o exemplo de uma academia que inseriu um campo na ficha de matrícula perguntando se o aluno quer participar do grupo deles. Vale lembrar que o WhatsApp é uma empresa do Facebook, o mesmo Facebook que apenas permite que empresas iniciem conversas via mensagem privada com quem comentar em um post da página, ou seja, eles são contra spam (e você não quer seu número bloqueado, né?).

Depois de ter certeza de que as pessoas querem te ouvir, convide-as a adicionarem o seu número na lista de contatos e planeje como você vai conversar com elas. Lembre que você não está falando com amigos, talvez não seja um bom caminho desejar bom dia todos os dias, por exemplo, mas pode ser bem legal ter um boletim semanal com as novidades da sua loja, ou apenas usar o aplicativo quando tiver algo muito importante a dizer. Não force a barra, isso pode afastar quem mais importa para você nesta empreitada.

Já usou o WhatsApp na sua empresa ou com seus clientes? Compartilhe sua experiência nos comentários, quero saber como os colegas e empresários estão se virando com o zapzap! 🙂

Publicado originalmente aqui.


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