10 Dicas de Copywriting para Anúncios em Mídias Sociais

O bom copywriting é necessário para qualquer anúncio em mídias sociais ser bem-sucedido, por isso selecionamos 10 dicas para ajudar você a criar textos melhores.

Um bom copywriting é necessário para qualquer anúncio em mídias sociais ser bem-sucedido. Mas quando você tem centenas de tarefas em movimento, pode ser difícil dar ao conteúdo a atenção que ele merece. Mas se você dedicar um tempo para refinar seus textos, você receberá o retorno de melhor engajamento, mais cliques e custos mais baixos.

Pensando nisso, elaboramos 10 dicas de ouro do copywriting para você melhorar o texto dos seus anúncios e se destacar no feed. Boa leitura!

Dicas essenciais de copywriting para seus anúncios em mídias sociais

1. Simplifique

Sempre que possível, simplifique sua escrita. Afinal, você não quer que as pessoas trabalhem mais do que o necessário para interagir com seu anúncio.

Quando as pessoas percorrem o feed, elas nem sempre param e clicam no botão “ver mais” para ler o texto completo. Por isso, em anúncios, busque concentrar a parte mais importante da sua mensagem nos primeiros 90 a 100 caracteres e, quando possível, remova o texto adicional para que o leitor não precise expandir para ver o restante do conteúdo.

Para simplificar ainda mais, elimine adjetivos desnecessários, use os verbos em voz ativa e substitua palavras longas por palavras curtas.

2. Revise e edite (pelo menos duas vezes)

Quando você passa muito tempo escrevendo e reunindo diferentes formatos de anúncios, gastar um tempo para analisar tudo novamente pode parecer um pouco entediante. Mas acredite: você deve resistir à tentação de acreditar que a sua publicação ficará perfeita de primeira.

Seja você um especialista ou um novato, todo mundo comete erros. Ao analisar cuidadosamente seu trabalho, você perceberá inconsistências e deslizes. Uma rápida sessão de revisão pode ser a diferença entre um anúncio ruim e um ótimo.

Se você não tiver tempo de revisar, peça a um colega que revise — um novo olhar é sempre útil quando se trata do processo de edição.

3. Remova o jargão

Quando você executa uma campanha em um tópico complexo, você deve gastar tempo removendo o jargão técnico de seus rascunhos — isso não agrega valor. Na verdade, eles dificultam a leitura do seu texto.

Portanto, troque as expressões técnicas por palavras simples que entregarão sua mensagem claramente ao público.

 

 

4. Escreva para o seu público

Quando você entende quem está segmentando e por quê, é possível entender as experiências e os pontos problemáticos únicos do seu público-alvo e, dessa forma, conversar melhor com a sua audiência.

Por exemplo, você provavelmente usará uma linguagem para um executivo de uma organização de serviços financeiros e outra, muito diferente, para um varejista. É importante que sua linguagem e tom reflitam cuidadosamente o seu público.

5. Teste seu texto do anúncio em uma publicação orgânica

Se algo funciona bem organicamente (sem investimento), há uma boa chance de que ele tenha um bom desempenho como anúncio. É por isso que usamos as publicações orgânicas como forma de testar o copywriting do anúncio.

Então, experimente cabeçalhos, CTAs e imagens diferentes para ver o que funciona melhor. Dessa forma, você não vai pagar por anúncios com os quais já sabe que as pessoas não se envolverão.

6. Considere a experiência de rolagem do feed

Quando você faz o copywriting do anúncio, deve pensar em toda a experiência do usuário, o que, em geral, tem a ver com a rolagem do feed de notícias.

Você não pode pensar em seus anúncios como unidades isoladas, o ideal é considerar como todos os seus anúncios funcionam juntos.

Para manter a experiência de rolagem do seu público em mente, pergunte-se: meus anúncios têm mensagens concorrentes? O texto de diferentes anúncios entrega a mensagem de forma clara, sem repetição? As imagens são complementares o suficiente para as pessoas entenderem que se trata da mesma empresa? As imagens são diferentes o suficiente para chamar a atenção das pessoas?

7. Gaste tempo na chamada para ação

Você deve usar uma linguagem ativa com foco no benefício para o consumidor — o que incentiva mais cliques e interações. Porém, é importante pensar em toda a jornada, e não apenas naquele clique. Para onde esse clique levará? Qual é o objetivo final deste anúncio?

Sua frase de chamada para ação (CTA) deve definir as expectativas do que virá em seguida. Você não quer ser conhecido por usar chamadas caça-cliques que não cumprem a promessa, não é mesmo?

8. Experimente com emojis

Usar emojis é uma maneira divertida de envolver seu público (desde que ele se alinhe à voz da sua marca). Se você estiver executando uma campanha bilíngue, por exemplo, a natureza universal do emoji pode melhorar a mensagem e criar consistência nos anúncios.

Qualquer que seja o cenário em que você escolha usá-los lembre-se de que seu público é fundamental. Portanto, se seu público-alvo não usa emojis, você também não deve usar.

9. Escreva para o formato certo

Cada anúncio deve ser escrito com o formato já em mente. Então, a maneira como você escreve o texto dependerá se você estiver escrevendo para um anúncio com uma imagem, um vídeo ou um carrossel, por exemplo.

Aproveite para se divertir criando e diversificando o posicionamento do texto com outros componentes, como imagens. Você perceberá a diferença que isso faz quando seus anúncios forem veiculados.

10. Teste e revise as campanhas

Não tenha medo de experimentar algumas técnicas novas, mas esteja preparado para refinar seu texto a cada rodada de testes. Você deve sempre olhar para o que funciona bem e por quê.

É interessante dividir os testes (A/B) para avaliar diferentes abordagens. Um teste de divisão pode dizer rapidamente o que está tendo um melhor desempenho e ajuda a tomar decisões mais acertadas com base em dados. Vale lembrar que o tamanho das imagens nos anúncios também influencia significativamente a experiência do usuário nas redes sociais. Para saber mais sobre o assunto, veja o nosso guia completo de tamanho de imagens para Facebook Ads.

Para criar campanhas de anúncios que se destaquem, melhorem a experiência do usuário e aumentem o engajamento do público é preciso levar uma série de fatores em consideração. Por isso, quando você começar a fazer o copywriting para a sua próxima campanha, lembre-se dessas dicas. Elas ajudarão você a refinar seus anúncios em mídias sociais e a produzir melhores resultados.


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Imagem mostra uma mulher digitando em um computador tipo laptop. Ela está sentada no chão, com o computador no colo. No lado direito da imagem está o título deste post: 10 dicas de copywriting para anúncios em mídias sociais.

5 Dicas de Copywriting para Mudar seus Resultados em Mídias Sociais

Você quer criar conteúdo ótimo em mídias sociais? Vem ver 5 coisas que você precisa saber sobre Copywriting.

Se você quer ser um ótimo redator de mídia social — especialmente quando está trabalhando para aumentar o arsenal das campanhas de marketing — aprender algumas das noções básicas de Copywriting recompensará você exponencialmente em termos de geração de leads, coleta de conteúdo gerado pelo usuário e engajamento geral.

Pergunte a qualquer escritor e ele lhe dirá: todo e qualquer tipo de escrita exige um conjunto diferente de habilidades. Você não escreve um post no blog como você escreveria um Tweet.

Grandes empresas podem se dar o luxo de ter equipes especializadas de escritores que dominam um tipo específico de escrita. Mas se você é como a maioria das organizações, você e/ou seus escritores têm que usar muitos chapéus. Há um tipo de chapéu que nunca sai de moda no mundo das campanhas de mídia social (não é um Panamá). É uma forma incompreendida e um pouco antiquada, mas que funciona: Copywriting.

Mas o que é Copywriting e como ele pode te ajudar? Continue a leitura, vamos explicar!

O que é Copywriting?

Não existe uma tradução direta para Copywriting em português (em inglês, Conversion Copywriting), mas a técnica pode ser entendida como escrita persuasiva ou, ainda, escrita focada em conversão. O Copywriting usa diversas estratégias e gatilhos — como curiosidade, urgência, escassez e storytelling — para estimular e incentivar a persona a tomar uma decisão. Essa decisão pode ser assinar a newsletter, seguir nas redes sociais ou, até mesmo, realizar uma compra.

Em resumo, é o ato de escrever um texto (chamado de copy) que tem como objetivo aumentar o reconhecimento da marca e, finalmente, convencer uma pessoa a realizar determinada ação.

Quais os segredos do Copywriting?

Aqui estão cinco princípios básicos de Copywriting que colocarão você em vantagem quando estiver executando campanhas de mídia social.

1. Fale a linguagem dos seus fãs

Como você sabe, não há duas empresas com públicos iguais. Mesmo quando elas oferecem produtos similares, as pequenas diferenças são suficientes para atrair segmentos diferentes do público. Cada combinação única de dados demográficos (idade, sexo, localização, interesses, comportamentos) cria um público diferente com prioridades, necessidades e desejos únicos.

A maior dessas prioridades é como eles escolhem gastar seu tempo: se seus produtos são principalmente para profissionais de meia-idade, eles terão tempo ou disposição para participar de sorteios no Instagram? O tipo de campanha em si deve atender às necessidades e habilidades de seus seguidores.

Se você está tentando aumentar sua base de fãs e aumentar o seu alcance com dados demográficos do público-alvo por meio de campanhas sociais, é preciso pensar no quanto a sua mensagem pode ser sugestionável para atingi-los também.

Uma maneira importante de usar esse conhecimento é na sua escolha da linguagem. Os Millennials e a Geração Z não vão gostar de um discurso formal; os Boomers não querem ler sobre como seus produtos são hype (embora sejam totalmente).

Isso vai para como você formata o seu texto também. Quanto mais avançada for a idade do seu público, maior a probabilidade de eles terem a paciência para ler um texto mais longo. Cada palavra do corpo do texto influencia a maneira como os espectadores e leitores interpretam a mensagem que você está tentando transmitir.

Em 1975, pesquisadores da Universidade de Washington queriam estudar a confiabilidade de testemunhas oculares. Os alunos foram convidados a assistir a imagens de um acidente de carro e, em seguida, adivinhar a rapidez com que os carros se moviam quando causavam impacto. Só havia cinco variantes diferentes da questão e cada uma usava um verbo diferente.

Condição 1: “Com que velocidade os carros estavam indo quando se chocaram?”

Condição 2: “Com que velocidade os carros estavam indo quando colidiram um com o outro?”

Condição 3: “Com que velocidade os carros estavam indo quando se esbarraram?”

Condição 4: “Com que velocidade os carros estavam indo quando se bateram?”

Condição 5: “Com que velocidade os carros estavam indo quando entraram em contato?”

Eles descobriram que o verbo usado alterou a estimativa média do acidente.  Veja:

Chocar – 64,4

Colidir – 62,8

Esbarrar – 61,2

Bater – 54,7

Contatar – 49,9

A linguagem é uma ferramenta incrivelmente persuasiva. Saiba o que seus fãs querem e o que eles desejam acreditar sobre você, e apoie esses pensamentos e sentimentos com suas escolhas de palavras.

2. Ofereça uma solução

Por que as pessoas querem o seu produto?

Essa é uma questão 2 em 1. Há uma razão pela qual seus clientes estão no mercado para qualquer tipo de produto que você forneça. Talvez eles precisem lavar suas roupas ou sentir como se estivessem fazendo a diferença no mundo. Mas também há um motivo pelo qual seus fãs escolhem a sua solução para esse problema em vez da solução dos seus concorrentes.

E você pode saber todas as razões pelas quais seus fãs devem comprar seus produtos, mas elas podem não ter nada a ver com a razão pela qual eles escolhem seus produtos em relação à concorrência.

Essas informações são críticas se você deseja criar campanhas de mídia social que motivarão milhares de pessoas a participar. Essa informação não apenas lembrará seus fãs de que você entende de onde eles vêm, mas uma campanha autoconsciente é infinitamente mais compartilhável do que aquela que é lançada para realizar o trabalho.

Seus fãs querem ver sua campanha no feed do Facebook ou do Twitter e dizer “Sim, é exatamente isso que eu preciso“. Ou melhor: “Sim, é exatamente assim que eu penso, mas nunca digo”.

Uma ótima maneira de fazer isso é realmente pensar sobre o quando de suas campanhas de marketing social. As pessoas estão sempre procurando grandes ideias para presentes; as campanhas do Dia das Mães, Dia dos Pais, Natal e Páscoa são populares entre muitos clientes de marketing.

Ou, ainda, você pode ser um varejista com muitos lançamentos de produtos ao longo do ano; seus seguidores verão você como uma empresa que lhes fornece as tendências mais recentes do mercado. Nesse caso, convém conectar suas campanhas a esses lançamentos, para dar aos participantes uma oportunidade ainda mais exclusiva de tê-los em primeiro lugar.

A coisa mais importante a destacar no design e na mensagem da sua campanha é deixar claro que esta campanha oferece uma solução melhor do que qualquer um dos seus concorrentes. Seus produtos ou serviços devem ser descritos como os mais incríveis; as campanhas de engajamento devem oferecer a maneira mais direta e poderosa de influenciar o futuro do seu negócio.

Em campanhas de marketing de mídia social, a percepção é realidade.

 

 

3. Escreva ativamente

Quer se conectar com os clientes de uma maneira que você nunca fez antes? Quer fazer o caso mais atraente para as pessoas se envolverem com a sua marca e optarem por comprar de você em vez de qualquer um dos seus rivais?

Quando você leu isso, você pensou “sim”? É a alma do Copywriting e, se você quiser que seus seguidores escolham entrar em suas campanhas, uma pequena pitada disso pode trazer grandes resultados.

Para começar, não escreva pomposamente. O Copywriting focado em conversões pode ser informal, mas nunca descontraído. Não há “se” na cópia de conversão. Escrever só deve ser na primeira ou segunda pessoa (eu, nós ou você, não ele/ela). É fundamental que você não escreva em voz passiva.

A escrita ativa não deixa espaço para dúvidas. A escrita passiva retira o poder da escrita ao negar que isso seja necessário. A voz ativa é essencial para o texto da sua campanha e também para o título.

Escrever o título da campanha em voz ativa é uma ótima maneira de comunicar instantaneamente o benefício e lembrar seus seguidores de que isso é algo para eles participarem ativamente.

Essa é a razão pela qual muitos títulos de campanha têm um verbo como a primeira palavra, como “Confira”, “Veja”, “Siga” ou “Compartilhe”. Abrir com o verbo também define o ponto de vista de todo o texto na segunda pessoa. Com o título definindo o tom, você descobrirá que a maior parte corpo do texto de marketing social informa o que você precisa saber.

Quando você usa a redação ativa em seu texto de marketing social, seus fãs lerão ativamente e estarão mais propensos a interagir com sua campanha.

4. Implique escassez

Seus fãs estão ocupados e facilmente distraídos com milhares de outras coisas que eles podem acessar nas redes sociais. Se você não se envolver com eles agora com suas campanhas de mídia social, eles poderão encontrar um concorrente que o faça.

Para fazer alguém agir agora, você tem que insinuar que haverá consequências se escolherem esperar. A sua campanha é a única maneira de os participantes terem a chance de comprar seu produto com um desconto? É uma oportunidade que não durará para sempre?

Nenhuma campanha de mídia social dura para sempre. Portanto, enfatizar que suas campanhas de marketing são temporárias impulsiona os visitantes a participarem enquanto podem.

Outra maneira de implicar escassez é enfatizar quantas pessoas gostariam do que você está oferecendo. As pessoas gostam de fazer o que outras pessoas estão fazendo e não querem ser as últimas a fazer isso.

Um exemplo:

Muitas vezes você verá esse tipo de escrita de conversão na divulgação de webinars. O texto dará a entender que se você assistir ao webinar ao vivo terá uma chance única na vida de aprender como os especialistas exercem seu ofício. Se deixar para assistir ao vídeo depois que ele é publicado no YouTube da empresa, você estará apenas tendo acesso ao que inúmeros espectadores já estão praticando em seus negócios.

As consequências não têm que parecer terríveis — elas não são terríveis. Os mafiosos não vão até a casa de um fã hesitante e ameaçam quebrar seus joelhos. Uma maneira de sugerir as consequências de ignorar a campanha sem ser agressivo é enfatizar realmente os benefícios do produto e como o seguidores apenas poderá ter acesso a essas vantagens se fizer a compra agora.

5. Dê-lhes mais

Não deve haver apenas consequências para os seguidores que ignorarem suas campanhas — mas deve haver um incentivo extra para os seguidores que clicarem agora. Você pode oferecer uma oferta exclusiva para sua loja online, se for um varejista, por exemplo. Se sua organização tiver patrocinadores ou parceiros, descubra se eles gostariam de colaborar com você em algo especial e oferecer brindes.

Você não precisa gastar horas lendo blogs ou em centenas de cursos de Copywriting caros. Essas cinco dicas ajudarão você a começar a maximizar a conversão de suas campanhas.

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A imagem mostra uma mesa de trabalho e sobre ela um caderno, um óculos e um telefone celular. No canto superior esquerdo está o título do post: 5 dicas de copywriting para mudar seus resultados em mídias sociais.

Como fazer Curadoria de Conteúdo para mídias sociais?

A curadoria de conteúdo envolve uma série de cuidados porque, sem a estratégia certa, é fácil perder o foco da mensagem que você quer passar. Leia para saber como estruturar e melhorar a sua curadoria de conteúdo.

A curadoria de conteúdo é uma das ações mais básicas, mais feijão com arroz das mídias sociais. Mas essa simplicidade pode acabar trazendo problemas, porque pode até parecer simples, mas precisamos ter uma série de cuidados ao escolher conteúdos para nossas ações de mídias sociais, sem a estratégia certa, é fácil perder o foco da mensagem que você quer passar.

Além disso, pode rolar uma confusão entre curadoria e criação de conteúdo. Quer saber a diferença entre elas e como melhorar a sua curadoria de conteúdo? Continue a leitura, pois neste post explicaremos tudo!

O que é curadoria de conteúdo, afinal?

Você consegue imaginar a quantidade de informações que são produzidas e compartilhadas na internet, diariamente? Entre infográficos, vídeos, blogs, posts e tudo o que é criado ou replicado por meio de mídias sociais ou e-mail marketing, não há limites para os conteúdos que possam ser desenvolvidos para um público específico e compartilhados nos canais da sua empresa.

“Quem está fazendo tudo isso?”, você deve estar se perguntando. São os criadores de conteúdo: as mentes criativas por trás do que o seu público está consumindo. E, com essa enorme diversidade de temas, matérias e meios em que podem ser propagados, não há uma descrição única e particular sobre o que é um criador de conteúdo.

Em meio a todo esse volume de informações — cada vez maior à nossa volta — não é de se admirar que encontremos pessoas com dificuldades para administrá-las. Afinal, qual conteúdo é, de fato, relevante para o meu público?

Agora você já deve estar entendendo porque a curadoria de conteúdo se faz necessária, não é mesmo? O processo de curadoria compreende a segmentação e a filtragem do material já criado para posterior envio para as personas, por meio do compartilhamento nos canais acessíveis.

A diferença entre curadoria de conteúdo e criação de conteúdo

Note, no entanto, que existe uma diferença entre esses dois conceitos:

Criação de conteúdo: criar o seu próprio conteúdo a partir do zero para compartilhar em seus canais.

Curadoria de conteúdo: usar materiais de terceiros sobre um tópico específico de outras fontes ou influenciadores para compartilhar em seus canais.

Por que as marcas devem fazer curadoria de conteúdo?
O conteúdo faz o mundo girar — ou, pelo menos, as mídias sociais, afinal. Com a acirrada concorrência batalhando pelo espaço no feed de notícias, é importante que a sua marca seja notada. E que melhor maneira de atrair a atenção do que compartilhar conteúdo relevante que agrade aos gostos, interesses e valores do público sem precisar esboçar algo do zero?

Na foto há um teclado de computador e um mouse, em um fundo liso. No canto superior direito está o título deste post: Como fazer Curadoria de Conteúdo para Mídias Sociais? Photo by Lum3n.com from Pexels

Aqui estão 5 razões pelas quais as marcas precisam fazer a curadoria do conteúdo (ou selecioná-lo) de forma consistente:

1. Maior tráfego orgânico

Se você jogar as suas cartas corretamente, terá uma ótima oportunidade de ser descoberto por meio dos mecanismos de busca sem gastar um centavo. Para fazer isso corretamente, você precisa desenvolver um plano de marketing de conteúdo, bem elaborado com as palavras-chave relevantes que deseja segmentar. Use isso como inspiração para incrementar tópicos e entrar em contato com influenciadores para obter sua opinião e publicá-la em seu blog.

2. Reconhecimento da marca

Share of Voice é um elemento essencial do marketing (esse cálculo determina o quão grande é a participação da sua marca na publicidade ou na conversa com o público-alvo em relação à concorrência). Fazendo uma boa curadoria e englobando tópicos que são valiosos para o seu público, você pode se tornar facilmente reconhecível e, até mesmo, ofuscar seus concorrentes.

A curadoria de conteúdo expande o número de posts que você pode distribuir pelos seus canais. Sem ela, seus recursos ficam limitados. Então, vale ser o primeiro na mente do seu cliente compartilhando novas ideias e materiais nas plataformas que eles mais usam.

3. Construção da comunidade

Por trás de cada parte do conteúdo há uma comunidade. Se você usar seu conteúdo para acertar as questões certas, cobrir os tópicos certos e comentar as notícias certas, você estará construindo uma comunidade fiel em pouco tempo. É importante frisar, no entanto, que a construção da comunidade pode se expandir fora da curadoria de conteúdo. De fato, responder à sua comunidade de maneira oportuna, participar de discussões em grupo e abordar revisões em sites são formas de criar seguidores leais.

4. Materiais de marketing

A curadoria de conteúdo traz muitos benefícios — são vários alvos atingidos com apenas um disparo. Ao mesmo tempo em que o seu conteúdo tem um tremendo impacto na construção e no envolvimento da sua comunidade com a sua marca, você também tem a vantagem de aumentar seus materiais de marketing.

Isso significa que você terá uma boa quantidade de suprimentos que poderá usar para redirecionar o conteúdo em outros canais ou até munir e fortalecer a sua equipe de vendas. Diga adeus à criação intensa e contínua de conteúdo e aproveite os frutos do seu trabalho em longo prazo.

5. Marketing de influência

A curadoria de conteúdo abre muitas portas para você ativar relacionamentos com os influenciadores. Use as colaborações deles como uma oportunidade para alcançar novos públicos e prolongar a sua mensagem ainda mais.

Agora que você já sabe o que é curadoria de conteúdo, é hora de falar sobre como você pode organizar um conteúdo certeiro e eficaz para seu público-alvo em mídias sociais.

 

 

Identifique o tipo de conteúdo que vai se alinhar com as suas personas

O público está no centro de todo o seu conteúdo. Antes de poder pressionar o botão “Compartilhar”, você precisa saber com quem quer falar. As empresas muitas vezes têm diversas personas diferentes para as quais precisam selecionar conteúdo, e é por isso que é vital fazer a escolha certa para cada uma delas.

Depois de fazer a análise do seu público, você terá uma visão melhor sobre quais tipos de conteúdo suas diferentes personas terão maior probabilidade de interagir. Afinal, o marketing personalizado é inovador e pode ter efeitos extraordinários nos resultados de uma empresa.

A falta de conteúdo personalizado pode, inclusive, prejudicar os negócios. De acordo com um relatório da Infosys, 74% dos clientes sentem-se frustrados quando as marcas não lhes fornecem conteúdo individualizado. Ao mesmo tempo, 63% dos consumidores em todo o mundo ficam incomodados ao ver mensagens publicitárias genéricas repetidamente.

Mais cedo ou mais tarde as empresas precisam começar a investir em conteúdo personalizado e, felizmente, existem maneiras de automatizar esse processo para economizar tempo e recursos. Todas elas se alicerçam na construção bem elaborada de suas personas. Depois de ter a sua análise completa e definir um perfil para as personas da sua empresa, você pode filtrar sua pesquisa de conteúdo e encontrar tópicos relevantes com mais rapidez e precisão.

Quanto de conteúdo vindo de curadoria é suficiente?

Para decidir quanto conteúdo você deve selecionar, dê uma olhada na frequência atual de publicações e veja quanto conteúdo você está publicando no geral. Você está na sua capacidade máxima? Ou você está entregando muito menos do que deveria?

Se você publica menos do que deveria, é possível que tenha espaço para alguma curadoria em sua estratégia de conteúdo, e pode usar o conteúdo obtido por meio de curadoria para encontrar um equilíbrio de presença, sem ficar sumido demais e nem desgastar a relação com o público.

Curadoria demais

Empresas que publicam conteúdo de curadoria em 75% das suas publicações geram muitos cliques, mas poucas conversões. Não publicar conteúdo autoral o suficiente pode não atrair um público-alvo que não está pronto para comprar.

Autoral demais

Por outro lado, as empresas que publicam conteúdo de curadoria em até 50% das suas publicações acabam gerando menos cliques e, consequentemente, menos conversões. Talvez o público ignore as mensagens de marca ao longo do tempo se os canais estiverem saturados de conteúdo proveniente sempre da mesma fonte.

Mestres da curadoria

As empresas que publicam conteúdo curado entre 50% a 75% do tempo podem até gerar menos cliques, mas têm mais conversões. De acordo com dados do Socialbakers os cliques chegam a ser 20% inferiores aos dos curadores demais, mas a taxa de conversão chega a ser 10 vezes maior. Vale lembrar que essa regra não é, necessariamente verdadeira para você e sua empresa — faça alguns testes para encontrar o ponto ideal para o seu próprio negócio.

Como construir um fluxo de trabalho eficaz em curadoria de conteúdo?

Para organizar o conteúdo de curadoria em uma velocidade constante e consistente você precisa formar um time de alto desempenho com funções e responsabilidades bem claras. Veja a seguir como você pode distribuir as tarefas entre a sua equipe de marketing digital.

Estrategista de Conteúdo: Decide sobre o tipo de conteúdo de curadoria para garantir que ele se alinhe aos objetivos atuais da empresa. É sua responsabilidade selecionar o conteúdo que se encaixa melhor na estratégia da marca para evitar a replicação de conteúdo apenas pela quantidade. É também o trabalho dele decidir como e onde o conteúdo deve ser distribuído.

Curador de Conteúdo: Essa pessoa analisará todo o conteúdo selecionado para encontrar o melhor dos melhores. Ele estará à procura de conteúdo relevante para o setor, de alta qualidade e de acordo com os interesses de suas personas. Para alguém fazer bem esse trabalho, ele precisará ler todo o conteúdo. Se ele está contribuindo com os criadores, é seu trabalho fornecer um feedback ao autor que corresponda aos objetivos de sua empresa. Isso também pode ser feito adicionando hiperlinks, pontos de dados, imagens e outros conteúdos da marca.

Distribuidor de Conteúdo: É ele quem publica o conteúdo selecionado em todos os canais. Essa pessoa conhece as especificidades de todos os canais da empresa. Ele sabe como compactar o conteúdo em cada plataforma e, idealmente, como publicar no momento ideal para maximizar sua visibilidade e engajamento.

Gestor da Comunidade (Community Manager): Essa pessoa monitora o feedback sobre o conteúdo de curadoria e se envolve com o público em todos os canais.

Como medir os resultados de sua curadoria de conteúdo de mídias sociais?

A melhor parte do marketing de mídia social é a possibilidade de medir o resultado de cada uma das ações realizadas. Se você adicionar curadoria de conteúdo à sua estratégia, deve configurar os parâmetros de como planeja medir o seu sucesso, veja alguns exemplos de métricas para acompanhar:

Engajamento: Seu engajamento geral nas mídias sociais é algo que você provavelmente já está acompanhando, certo? Essa métrica diz respeito às ações da publicação (cliques, curtidas, comentários, compartilhamentos), dividida pelo alcance da publicação. É importante analisar o engajamento geral das suas publicações para poder identificar padrões.

Detalhamento das interações: É importante saber como seu o público está respondendo ao conteúdo selecionado. Você está recebendo muitos likes e reações? No caso das reações, você pode ver se elas são positivas ou negativas. E os comentários? Os comentários significam que essas postagens estão provocando conversas entre a sua comunidade.

Cliques: Se você estiver postando seu conteúdo de curadoria no seu website, pode ver se esses posts de blog estão gerando tráfego social e orgânico, para isso use os dados do Google Analytics e veja como seu conteúdo de curadoria se compara ao seu conteúdo autoral.

Número de seguidores: O seu número de seguidores está crescendo a cada mês, ou você está perdendo alguns? A publicação de conteúdo de curadoria pode ser uma faca de dois gumes, porque se você publicar com muita frequência, pode parecer spam. Se você não publicar o suficiente, seu conteúdo pode parecer muito com marketing. Caso não esteja havendo um balanço nessa questão, você pode descobrir dando uma olhada no seu número de seguidores.

Quer saber mais sobre métricas e relatórios? Nós explicamos tudo sobre elas no nosso curso online. Se você tem dúvidas sobre isso, vem dar uma olhada.

O marketing de mídia social não para e, para poder competir, você precisa ter um foco em criação e curadoria de conteúdo, mas lembre-se de não sair compartilhando qualquer publicação, a não ser que ela seja escolhida de forma criteriosa para falar com o seu público.

No fim do dia, não é a quantidade de publicações, e sim a qualidade delas que vai definir se elas vão gerar conversões para uma empresa. Invista em criação, curadoria e análise de métricas para entender os resultados e descobrir novos caminhos de alcançar as pessoas.


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Como criar personas bem elaboradas?

Veja os 5 passos da criação eficiente de personas.

Você já deve ter ouvido de um especialista de marketing digital que a criação de personas bem elaboradas pode ser a diferença entre o sucesso e fracasso da presença digital de uma empresa. Mas você sabe a razão disso? Vem com a gente, vamos explicar para você o que é uma persona, por que você deve investir seu tempo na criação de personas e um passo a passo de como criar uma persona bem elaborada.

Essa criação permite que você personalize o seu marketing em uma outra escala, humanizando os principais grupos da sua base de clientes. A personalização ajuda a criar a mensagem certa para os consumidores certos e a segmentar os seus anúncios de forma efetiva, e este é um dos principais diferenciais das mídias sociais.

Mais do que isso, o marketing personalizado é algo que os seus clientes esperam. Em abril de 2018, uma pesquisa mostrou que mais da metade dos consumidores espera que os anúncios das empresas sejam sempre personalizados.

Antes de começar, então, precisamos ter certeza de que você entende o ponto central desta história:

O que é uma persona?
Uma persona é um personagem fictício, é um modelo que descreve o seu cliente típico ou em potencial, com base em pesquisas detalhadas sobre o seu público-alvo.

A ideia é construir um perfil do seu cliente ideal como se ele fosse uma pessoa real e, dessa forma, criar mensagens de marketing direcionadas a ele. Essas mensagens (posts em mídias sociais, blog, newsletters, etc.) devem usar a linguagem adequada e atender aos desejos e necessidades específicas do seu cliente.

Uma vez que diferentes grupos de pessoas podem adquirir os seus produtos por diferentes razões, você provavelmente precisará criar mais de uma persona. Assim, cada perfil deve incluir detalhes sobre demografia (histórico), comportamentos (hobbies), metas (objetivos), conflitos e dores (barreiras) e necessidades.

Modelo de template de persona. É uma tabela dividida em 2 linhas e 3 colunas. Na primeira linha estão as células: Histórico / Demografia; Nome e Necessidades. Na segunda linha estão as áreas de Hobbies, Objetivos e Barreiras.

Você não pode conhecer cada cliente ou potencial cliente individualmente, certo? Mas você pode — e deve — elaborar um perfil que represente cada segmento da sua base de consumidores. Essa prática torna muito mais fácil pensar em seus clientes como pessoas reais e considerar seus desejos e necessidades à medida que você cria sua estratégia de marketing.

A persona geralmente é apresentada em um template que traz, em cada quadrinho, um grupo de características. São elas: demografia (histórico), comportamentos (hobbies), metas (objetivos), conflitos e dores (barreiras) e necessidades. É possível, ainda, dar nome e uma foto para sua persona, com o objetivo de trazê-la ainda mais para perto da realidade.

 

 

Por que a persona é tão importante?
Entender o comportamento da persona permite que você crie mensagens eficazes, que falam diretamente com cada grupo (segmento) de clientes. Por exemplo: No seu dia a dia, você compartilha mensagens ou informações importantes de forma diferente, dependendo de quem você deseja alcançar, não é?

Digamos que você tenha novidades interessantes para compartilhar com seus pais, amigos e colegas de trabalho. Como você contaria a mesma notícia para cada um desses grupos? Provavelmente usaria palavras e ferramentas diferentes para atingir cada um deles. Assim, você pode telefonar para a sua mãe, enviar um e-mail para alertar seus colegas ou usar um grupo no WhatsApp para conversar com seus amigos.

O mesmo caminho precisa acontecer quando se fala de comunicar produtos e serviços, e compreender a personalidade, o perfil do consumidor, permite que você capte as melhores maneiras de alcançar cada um dos seus diferentes grupos de clientes, assim como sabe intuitivamente como se aproximar e conversar com os diversos grupos de pessoas na sua vida pessoal.

Além disso, suas personas também podem se tornar uma ferramenta para avaliar decisões de negócios de toda a empresa. Uma nova característica ou recurso em um determinado produto atende melhor às necessidades de seus compradores? Não? Então, você tem um bom motivo para reconsiderar o seu plano, não importa o quão excitante essa inovação seja para a sua equipe de marketing, seu departamento de TI ou, até mesmo, para o seu CEO.

OK. Agora que você já entende a razão de criar personas bem elaboradas, vamos aos 5 passos para criar uma persona que traduza muito bem quem é o seu consumidor.

Na imagem se vê as mãos de uma mulher teclando em um laptop. No canto superior direito da imagem está escrito: Como criar personas bem elaboradas?

1. Faça uma pesquisa minuciosa do seu público
Aqui está um manual básico sobre como aprender detalhes sobre seu público:

Quem são os seus clientes?

Reúna todas as informações possíveis sobre a sua base de clientes atual. Alguns dos principais dados são idade, local, idioma, renda, comportamento de compra, interesses e atividades e estágio da vida (como nova paternidade ou aposentadoria). Reúna o que puder de seus registros de clientes e considere ter que confirmar e complementar essas informações por meio de pesquisas por e-mail, pesquisas on-line, ou até mesmo entrevistas com clientes.

Como seu cliente consome seu conteúdo, produtos e serviços?

Mergulhe no analytics do seu site e das redes sociais. As ferramentas de análise podem fornecer uma quantidade incrível de informações sobre as pessoas que interagem com a sua marca on-line, mesmo que ainda não sejam clientes. O Facebook Audience Insights, por exemplo, fornece informações especialmente valiosas e detalhadas.

O que seus concorrentes estão fazendo?

Depois de coletar informações sobre os seus próprios clientes e fãs, confira quem está interagindo com os seus concorrentes. Eles estão atingindo o mesmo público-alvo que você? Eles estão alcançando grupos que você ainda não segmentou, mas deveria? O que é possível aprender com os esforços da concorrência para ajudar você a diferenciar sua marca?

2. Identifique os problemas do seu cliente
Quais problemas ou aborrecimentos seus clientes estão tentando resolver? O que os impede de ter sucesso? Quais barreiras eles enfrentam para alcançar seus objetivos? Como o seu produto ou serviço pode ajudar seu cliente a chegar onde quer? Uma maneira importante e eficaz de descobrir é envolver-se com os sentimentos deles. Como? Investindo em monitoramento e em ferramentas de análise de sentimento.

Configurar os fluxos de pesquisa para monitorar todas as menções feitas na web sobre a sua marca, seus produtos e seus concorrentes fornece uma visão em tempo real sobre o que as pessoas estão falando sobre você online. Assim, você pode entender porque eles amam seus produtos ou qual experiência do cliente simplesmente não está dando certo.

Também é uma boa ideia conferir com a sua equipe de atendimento ao cliente quais são os tipos de perguntas, solicitações e reclamações eles mais costumam receber. Eles podem ajudar você a identificar padrões dos desafios enfrentados por certos grupos de consumidores no caminho de compra ou uso do seu produto. Você pode até mesmo pedir que eles reúnam citações reais dos clientes — isso auxilia em uma construção mais profunda sobre as suas personas.

3. Identifique as metas do cliente
Depois de entender quais problemas seu consumidor em potencial está tentando resolver, precisamos compreender os objetivos e aspirações dele, que são o lado positivo das coisas que ele deseja adquirir. Essas metas podem ser pessoais ou profissionais, dependendo dos tipos de produtos e serviços que você oferece.

O que motiva seus clientes? Aonde eles querem chegar?

Essas metas podem estar diretamente relacionadas às soluções que você fornece, mas não necessariamente precisam estar. Nesta fase o objetivo é muito mais uma questão de conhecer o seu cliente do que tentar casar consumidores com os recursos e benefícios dos seus produtos.

É importante frisar que, mesmo que as metas das suas personas não tenham ligação específica com as características do seu produto, elas podem formar a base de uma campanha ou simplesmente informar o tom da linguagem que deve ser adotado no seu marketing.

O monitoramento também é uma boa maneira de coletar essas informações. E, assim como a sua equipe de atendimento ao cliente é uma boa fonte de insights para os pontos problemáticos, a sua equipe de vendas pode ser uma boa referência sobre as metas dos consumidores. Seus vendedores conversam com pessoas reais que estão pensando em usar o seu produto e, por isso, têm um profundo conhecimento sobre o que eles desejam e estão tentando alcançar usando seus produtos e serviços.

Portanto, peça a eles para reunirem frases e aspirações reais para incorporá-las ao perfil e à experiência do cliente. Você pode, inclusive, perguntar a sua equipe quais são as estratégias usadas por eles para superar as objeções de compra durante a venda do produto.

Isso tudo nos leva a:

4. Entender como a sua marca pode ajudar
Agora que você conhece as dores e as metas do seu cliente, é hora de criar uma imagem clara de como os seus serviços e produtos podem ajudá-lo.

Nesse contexto, para ser certeiro, você precisa parar de pensar sobre a sua marca em termos de características e mergulhar fundo na análise dos benefícios que você oferece aos consumidores.

Lembre-se: Um recurso é o que o seu produto é ou faz. Um benefício é como o seu produto ou serviço torna a vida do cliente melhor ou mais fácil.

Você pode fazer esta pergunta para cada um dos pontos problemáticos e, também, para cada objetivo que você coletou: como podemos ajudar? As respostas a essa pergunta serão a base para as principais mensagens de marketing que você criará no próximo passo.

5. Transforme a sua pesquisa em uma persona
Junte toda a informação que tem em mãos, reúna toda a sua pesquisa e comece a procurar por características comuns. Ao agrupar esses pontos em comum, você terá a base das suas personas, exclusivas da sua marca.

Veja como isso funciona na prática:

Digamos que você identifique um grupo principal de cliente como mulheres na faixa dos 30 anos que moram nas grandes cidades, gostam de correr e têm cães pequenos. Ótimo! Agora é hora de pegar essa coleção abstrata de características e transformá-las em uma persona, com quem você pode se identificar e conversar.

Dê à sua persona um nome, uma profissão, um lar e outras características que podem definir a sua personalidade. Mas lembre-se: você quer que a sua persona se pareça com uma pessoa real, sem que ela tenha elementos específicos ou excludentes demais.

Pense o seguinte: tente focar na quantidade de informações que você esperaria encontrar em um site de relacionamento, ou no que você pode aprender em uma conversa curta dentro de um avião ou em um ponto de ônibus. E não se esqueça de incluir as dores e as metas!

Por exemplo, o seu grupo de mulheres urbanas corredoras e tutoras de cachorros pode ser representado pela persona que você nomeou Camila. Em vez de falar de forma generalizada sobre a vida na cidade e a tutela de cães, você dará a Camila características representativas que a tornam uma pessoa real:

• Ela tem 35 anos
• Ela mora em Porto Alegre
• Ela trabalha em uma empresa de tecnologia
• Ela tem um Chihuahua de 2 anos chamado Teddy
• Ela gosta de correr no Parque Moinhos de Vento

E assim por diante.

Lembre-se: uma lista de características não é o mesmo que uma persona. Uma persona é uma descrição realista de uma pessoa que representa um segmento da sua base de clientes.

Claro, nem todas as pessoas que fazem parte desse grupo de clientes correspondem exatamente às características da sua persona. Mas, uma vez que essa persona representa esse segmento, ela permite que você pense sobre seus consumidores de uma maneira mais humana, e não como um conjunto de dados coletados.

É muito mais fácil falar com a Camila do que com “mulheres”, não é mesmo? Ou mesmo com “mulheres de 35 anos que têm cachorros”.

À medida que você for construindo suas personas, se certifique de descrever quem cada persona é agora e quem elas querem ser. Isso faz com que você comece a pensar em como os seus produtos e serviços podem ajudá-las a alcançar o que desejam.

Como usar as personas para direcionar seu marketing
Pensar em seus compradores como pessoas reais permite que você crie mensagens de marketing para pessoas reais, e não um discurso corporativo cheio de palavras-chave que na verdade não significam nada.

Quando você cria mensagens específicas para a Camila, a chance de cair nessa armadilha é menor, porque pensar na Camila como uma pessoa real garante que você aborde as prioridades dela em vez das suas próprias. Que perguntas ela tem que a sua mensagem de marketing pode responder? Que redes sociais ela costuma utilizar? Que tipo de linguagem ela usa quando interage com seus amigos online? Essas são algumas questões para ter em mente ao criar seu conteúdo.

É aí que entram, então, as respostas para o exercício “como podemos ajudar?”. Para cada persona — cada potencial cliente — crie uma mensagem de marketing importante que responda a essa pergunta. Como a sua marca ajuda essa persona específica a resolver seus problemas e a atingir seus objetivos?

Pense sempre nas suas personas toda vez que precisar tomar uma decisão sobre o seu negócio e sobre sua estratégia de marketing. Faça o certo com essas personas e você criará um vínculo com os clientes reais que elas representam, impulsionando as vendas e, ao mesmo tempo, construindo um laço de confiança e fidelização com seu cliente.


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O IGTV deve fazer parte da sua estratégia de mídias sociais?

Entenda o que é o IGTV e descubra se ele deve fazer parte da sua estratégia de mídias sociais.

Em junho o Instagram lançou sua nova plataforma de vídeo, o IGTV e, desde então, os usuários têm muitas dúvidas: o que é? para que serve? vale a pena produzir conteúdo para ele?

Nos próximos parágrafos tentarei responder essas perguntas e ajudar você a decidir se o IGTV deve fazer parte da sua estratégia de mídias sociais.

O que é o IGTV?

Nas palavras do próprio Instagram, o IGTV é uma plataforma de vídeo vertical e long-form (com mais de 1 minuto de duração). A ideia da plataforma é que o usuário possa assistir vídeos em tela cheia sem mudar a posição do celular e que os criadores tenham a opção de publicar vídeos com mais de 1 minuto (limite atual do feed do Instagram).

Quando você abre o aplicativo, automaticamente vai ver vídeos de pessoas que você já segue no Instagram e de outros criadores, com base nos seus interesses, e na parte de baixo da tela poderá navegar entre as categorias: Para você; Seguindo; Populares e Continuar Assistindo. Basicamente, o objetivo é assumir um espaço do YouTube e da televisão.

E as pessoas estão usando?

Na semana de lançamento o barulho foi grande em torno do IGTV. As pessoas queriam baixar, testar e descobrir o que ele poderia fazer. Mas parece que logo elas sentiram que o aplicativo não substituiria outras experiências atuais, e o interesse foi se perdendo.

Gráfico das tendências de pesquisa pelo termo "IGTV" no Google, da partir de 01 de junho de 2018.

Nas tendências de pesquisa do Google vemos que, no Brasil, houve um pico de procura pelo termo IGTV no lançamento e, nas semanas seguintes a pesquisa teve uma diminuição gradativa.

Gráfico demonstrando o número de instalações semanais do aplicativo IGTV da partir de junho de 2018.

O número de instalações do aplicativo seguiu uma tendência parecida: teve um pico na primeira semana seguido por uma queda de 66% na semana seguinte e 38% na terceira semana. Desde então, cai um pouquinho a cada período.

Como criar conteúdo para o IGTV?

A resposta simples é: com vídeo vertical com mais de 1 minuto de duração. Mas sempre há um algo a mais escondido, não é?

O grande desafio dos produtores de conteúdo para o IGTV é criar vídeos para uma nova mentalidade. Nos últimos tempos estamos acompanhando um crescimento das Stories do Instagram, com seus 15 segundos e uma criação que envolve vários vídeos de uma ou duas frases apenas.

Com o IGTV é preciso reconquistar o usuário e criar conteúdo criativo o suficiente para fazer com que ele queira assistir um vídeo longo (até porque, quem quer vídeo longo acaba indo para o YouTube).

E dá resultado?

O TechCrunch recentemente apresentou alguns dados de criadores de conteúdo que demonstram que, em alguns casos, o alcance dos vídeos do IGTV é mais alto que o de vídeos publicados no feed do Instagram, mas em outros o alcance é tão pequeno que não valeria o tempo de criar conteúdo exclusivo para a plataforma.

Alguns criadores, inclusive, se posicionaram dizendo que preferem criar para YouTube e caso encerrado. Esta última parte tem a ver com o fato de que o IGTV até agora não apresentou nenhum caminho de monetização do conteúdo e, como todo mundo precisa pagar as contas no fim do mês, este é um fator bastante relevante na escolha da plataforma de publicação.

Minha empresa / meu cliente precisa estar no IGTV?

Sim e não. Esta decisão precisa ser tomada com base nas informações que temos no momento, para que nada seja surpresa no futuro. Vamos rever o que sabemos até agora:

O IGTV é uma plataforma de vídeo vertical com mais de 1 minuto de duração. O conteúdo para ele precisa ser produzido de forma a garantir o interesse do usuário por um tempo maior que o das Stories do Instagram.

O número de usuários da plataforma não parece estar crescendo, mas considerando o lançamento recente e o formato inovador, pode ser que leve um tempo para o público abraçar esta ideia.

Alguns criadores de conteúdo têm experiências positivas com ele, outros nem tanto. É importante conhecer muito bem o seu público, para saber se ele quer consumir seu conteúdo neste formato. Geralmente públicos mais jovens, nativos digitais, têm uma maior chance de abraçar a mudança.

Não vá embora, tem um detalhe novo nessa história!

Se você chegou até aqui, ganhou a cereja do bolo que foi divulgada em 24/09/18: os fundadores do Instagram decidiram sair do Facebook. E como é que essa saída deles afeta o IGTV?

O IGTV é a menina dos olhos de um deles, Kevin Systrom e, na fase de desenvolvimento deste projeto, ele quase foi encerrado porque compete muito de perto com o Facebook Watch, a plataforma de vídeos que o Facebook lançou para tentar tomar o lugar o YouTube.

Então, é possível que muita coisa mude no Instagram nos próximos meses, inclusive pode ser que o IGTV seja descontinuado ou sofra mudanças radicais. Isso faz com que mais um item deva ser acrescentado à lista ali de cima:

– Ser um early adopter pode ser muito positivo se a plataforma crescer, mas traz consigo a realidade de que todo o esforço pode ter sido em vão.


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Como atrair e encantar seguidores com storytelling

Você sabe usar o storytelling na comunicação da sua empresa ou para seus clientes?

O termo Storytelling, que em português significa contar histórias, está cada vez mais popular entre as organizações brasileiras. Nos últimos anos, profissionais de comunicação e do marketing têm utilizado o storytelling com objetivos comerciais ou institucionais. De um modo geral, seu uso tornou-se instrumento de relacionamento entre marcas e pessoas que, quando aplicado de maneira correta, tem resultado satisfatório, gerando melhor engajamento com as pessoas.

Mas a questão é: Você sabe usar o storytelling na comunicação da sua empresa ou para seus clientes?

Se houvesse uma regra básica para que este processo seja assertivo, ela seria o uso da verdade. É muito importante fundamentar a história que irá contar em fatos reais. Não invente nada!

Guarde a sua criatividade para estruturar a narrativa e torná-la atrativa.

Outra etapa necessária é escolher a mídia mais adequada para se conectar ao seu público. O storytelling pode ser adaptado a diversos canais, maneiras e plataformas. Porém, é preciso ter cuidado na hora da escolha. Considere o perfil dos seus clientes ao fazer essa definição. E na hora de produzir o conteúdo, fique atento às características narrativas da mídia e do tipo de linguagem, já estabelecido anteriormente, com o nicho em questão.

O próximo passo do storytelling é organizar as informações que vão traçar a trajetória da marca, em uma estrutura de história. Trabalhe os elementos e mensagens de acordo com um, ou mais, tipo textual – como descrição, narração e dissertação. Os gêneros romance, conto, fábula, notícia, resenha, crônica também são bem-vindos na produção e devem ser escolhidos conforme o planejamento textual.

Na prática, considere a “jornada do herói”, conceito de Joseph Campbell, que trabalha a noção de que todas as histórias estão ligadas por um fio condutor comum ou uma história oculta. Um passo-a-passo, cujas etapas dividem-se na apresentação do herói no seu cotidiano, no enfrentamento de um conflito e auxílio de um mentor e na resolução da trama, com retorno vitorioso do benfeitor. Esta fórmula tem servido de base e orientação aos que estudam e se dedicam às diversas formas do storytelling.

Foto de uma sala de aula, com um quadro negro que cobre a parede inteira. Em frente ao quadro há uma cadeira vazia. Sobre a imagem há um checklist de storytelling. Regra básica: Sua história é verdadeira? 1 - Escolha o canal. 2 - Selecione o tipo textual. 3 - Organize uma trajetória da marca. 4 - Crie sua história.

Vale lembrar que o melhor do storytelling está em comover pessoas, criar conexão emocional, e exaltar sentimentos, ou seja, atribuir significados emocionais enquanto conta a sua trajetória ou a do seu cliente. Esse contexto afetivo auxilia a marca a provocar a curiosidade, atraindo mais fãs ou aumentando o engajamento do seu público.

No entanto, para que a narrativa fique na memória da sua audiência é preciso descobrir e escrever a biografia única, real e exclusiva que transformará o seu negócio em uma marca lembrada por todos.


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Algoritmo do Instagram: O que você precisa saber em 2021?

O algoritmo do Instagram é um personagem comum quando se fala em criação de conteúdo na plataforma. Ele leva a culpa pelo baixo alcance das publicações e parece ser sempre um mistério. Mas há alguns dias o Adam Mosseri publicou um post no blog do Instagram explicando mais sobre seu funcionamento.

Então, antes que o boato dos 7% de alcance  e o do shadowban revivam das cinzas como uma fênix, vamos atualizar nossas informações sobre o algoritmo do Instagram.

** Post atualizado em julho de 2021. Publicado originalmente em junho de 2018**

Neste post você vai encontrar respostas para as seguintes perguntas:

Então, vamos lá! 🙂

 

O que é o algoritmo do Instagram?

O algoritmo é como se fosse uma fórmula que considera diversos fatores e, como resultado, responde perguntas como: Para quem este post será exibido?

Ele é uma parte importante de todas as plataformas de redes sociais, e a principal razão de existir é que não tem como todos os usuários verem todos os posts de todos os perfis e páginas que seguem, é muita informação e de alguma forma ela precisa ser organizada.

No caso do Instagram, Mosseri explicou que não é apenas um algoritmo, mas “vários algoritmos, classificadores e processos, cada um com um propósito”. E ele segue sua explicação contando que, em 2016,

as pessoas não viam 70% das publicações no Feed e quase metade das publicações de amigos mais próximos. Por isso, desenvolvemos e implementamos um Feed que classifica as publicações com base no conteúdo que você considera mais relevante“.

E uma coisa muy importante que você precisa saber é que  dentre os diferentes algoritmos estão os que classificam nosso comportamento não só em relação ao feed inicial, mas também em relação aos stories, aos reels e à guia de explorar.

Como funciona o algoritmo do Instagram?

Antes dessa atualização de informações de 2021 o que sabíamos é que o Instagram levava em consideração 6 pontos para classificar quais publicações os usuários veriam no topo do seu feed: Interesse, Tempo, Relacionamento, Frequência, Seguidores e Uso.

Em 2021 o cenário é um pouco mais elaborado, quer ver?

Como o algoritmo do Instagram classifica posts no Feed e Stories?

De acordo com Mosseri, o feed é um espaço em que as pessoas esperam encontrar conteúdo de amigos, familiares e pessoas próximas. Assim, o primeiro passo do algoritmo é definir a ordem em que as publicações aparecem para cada usuário, decidindo qual será a publicação que aparece primeiro.

Essa decisão tem por base o que a equipe do Facebook chama de sinais. Os sinais são as informações da publicação, informações sobre quem publicou e informações sobre suas preferências. Falando assim parece super simples, mas a verdade é que milhares de sinais são analisados nessa fase.

Os sinais mais importantes no Feed e no Stories são (em ordem aproximada de importância) as informações sobre a publicação; informações sobre a pessoa que publicou; sua atividade; e seu histórico de interação com alguém. Ou seja, o algoritmo avalia a probabilidade de você ver uma publicação por alguns segundos, fazer um comentário nela, curti-la, salvá-la e tocar na foto do perfil do autor dela.

 

Infográfico com as mesmas informações do parágrafo anterior sobre sinais de classificação do algoritmo do instagram

 

Como o algoritmo do Instagram classifica posts no Explorar?

O Explorar tem uma abordagem um pouco diferente por parte do algoritmo. Como esta seção é dedicada aos conteúdos que podem ser interessantes para você, mas que você ainda não segue, entra em consideração a popularidade das publicações.

As publicações que aparecerão por primeiro no Explorar são aquelas que têm maior chance de receberem uma interação sua. A base para essa decisão está nos sinais como as publicações que curtiu, salvou ou que receberam comentários seus. Assim, quando a plataforma encontra um conjunto de fotos e vídeos de que você pode gostar, ela organiza cada item pensando em qual poderá ser mais relevante para você.

As ações mais importantes para uma publicação aparecer no Explorar de alguém são curtidas, salvamentos e compartilhamentos. E os sinais mais importantes (em ordem aproximada de importância) são as informações sobre a publicação; seu histórico de interação com a pessoa que fez a publicação; sua atividade; e informações sobre a pessoa que publicou.

Infográfico com as informações de sinais do Explorar descritas no parágrafo anterior.

 

Como o algoritmo do Instagram classifica posts no Reels?

Mais um posicionamento, mais uma mudança de lógica. No Reels o objetivo é mostrar para você conteúdos que possam ser divertidos. E, assim como no Explorar, o Reels vai ser formado majoritariamente de conteúdos de criadores que você ainda não segue.

O objetivo do algoritmo no Reels é buscar publicações que provavelmente o usuário vai assistir até o fim, curtir, dizer que foi engraçado ou interessante e acessar a página de áudio (um indicador de que você pode ter ficado com vontade de criar o próprio vídeo do Reels).

Os sinais mais importantes são (em ordem aproximada de importância) a sua atividade; seu histórico de interação com a pessoa que fez a publicação; informações sobre o vídeo do Reels; e informações sobre a pessoa que publicou.

 

Infográfico com as informações de sinais do Reels descritas no parágrafo anterior.

 

Mitos do algoritmo: Os 7% de alcance

Você pode ter recebido um pedido de um cliente para publicar aquele post de Instagram que diz que o alcance está limitado a 7% e que se as pessoas comentarem “Sim” o índice de alcance da conta vai aumentar. Esse tipo de ação volta e meia dá as caras no mundo das mídias sociais. Inclusive, já faz alguns anos que escrevo sobre este exato mesmo assunto, como neste post aqui.

E não, o alcance do Instagram não é de 7% ao máximo. Se você analisar os resultados dos seus posts do perfil comercial, vai notar que alguns deles têm alcances maiores, outros menores, que alguns podem ter menos que isso e outros podem ultrapassar os 100%.

Antes de eu te apresentar alguns dados, vamos só revisar um item bem importante para esta história que é o Relacionamento: não adianta o usuário comentar “Sim” no seu post hoje e não interagir mais com suas publicações. O relacionamento do usuário com outros perfis precisa ser recorrente, se não for, com o tempo ele deixará de ver suas publicações de qualquer maneira.

Em 22 de janeiro de 2019 o Instagram se posicionou sobre a questão do alcance em uma série de tweets.

Em tradução livre:

“Notamos um crescimento dos posts sobre a limitação de alcance das publicações do Instagram para 7% dos seguidores e gostaríamos de esclarecer isso.

O que aparece primeiro no seu feed é determinado pelos posts e perfis com os quais você se envolve mais, bem como outros fatores contribuintes, como a data da publicação, a frequência que você acessa o Instagram, quantos perfis você segue, etc.

Nós não fizemos nenhuma mudança recente no ranking do feed, e nunca escondemos publicações de pessoas que você segue – se você continuar rolando o fee, você verá as publicações. Novamente, seu feed é personalizado para você e evolui com o passar do tempo, baseado em como você usa o Instagram”.

Vamos ver alguns exemplos?

Aqui estão os alcances das 9 melhores publicações de 3 perfis nos últimos 3 meses.

O cálculo da taxa de alcance é feito com a seguinte fórmula: Alcance do post x 100 / Número de seguidores.

Perfil 1 – 800 seguidores

Exemplo de Dados de Alcance do Instagram

Post 1: 68,37%

P2: 66,37%

P3: 65,25%

P7: 62,75%

P8: 62,25%

P9: 62,12%

 

Perfil 2 – 10,7k seguidores

Post 1: 56,99%

P2: 50,06%

P3: 48,74%

P4: 34,26%

P5: 33,86%

P6: 33,38%

 

Perfil 3 – 11,5k seguidores

Post 1: 68,79%

P2: 63,12%

P3: 50,53%

P4: 41,97%

P5: 39,48%

P6: 39,40%

 

E a sua taxa de alcance, como está? Para descobrir, basta seguir o mesmo cálculo e você vai saber quanto do seu público está alcançando.

 

Mitos do algoritmo: Shadowban

A grande novidade do anúncio publicado por Adam Mosseri foi que, pela primeira vez, temos uma posição do Instagram a respeito do polêmico e temido shadowban.

Você não sabe o que é isso? Te explico.

Algumas pessoas, diante de resultados insatisfatórios das suas publicações, culpam o algoritmo por não entregar seus conteúdos. E mais: essas pessoas também acusam o algoritmo de banir suas publicações de algumas hashtags. 🤦‍♀️

De acordo com Mosseri,

Reconhecemos que nem sempre fizemos o suficiente para explicar o motivo da remoção e da recomendação ou não de determinados conteúdos, além de como o Instagram funciona de maneira geral. Sabemos que isso leva as pessoas a tirarem as próprias conclusões sobre a experiência que tiveram, e elas podem se sentir confusas ou injustiçadas.

[…]  Não podemos prometer que todas as publicações sempre alcançarão o mesmo número de pessoas. Na verdade, a maior parte dos seus seguidores não verá o que você compartilha, pois a maioria deles olha menos da metade do que aparece no Feed. Porém, podemos ser mais transparentes em relação ao motivo da remoção de determinado conteúdo, reduzir a incidência de erros e corrigi-los o mais rápido possível, além de explicar melhor como funcionam os nossos sistemas.

Ou seja, depende de você criar conteúdos que sejam relevantes para os seguidores, assim como depende de você criar conteúdos que não tenham razões para serem banidos e escolher hashtags adequadas para suas publicações.

O que me leva à última parte deste post. Afinal, o que você pode fazer para melhorar seus resultados orgânicos no Instagram?

 

O que fazer para melhorar seus resultados no Instagram?

Algumas coisas podem ser feitas para melhorar o resultado das suas publicações no Instagram e o seu foco precisa estar em melhorar o conteúdo.

Conteúdo: Neste ponto você pode observar o que seus melhores posts têm, isso pode envolver: tipo de imagem ou vídeo; comprimento da legenda; tipo de texto da legenda; dia de publicação; horário de publicação.

Hashtags: Um outro ponto importante é testar hashtags para descobrir quais são as que mais trazem resultados. Isso pode ser visualizado abaixo de cada publicação, no item Ver Informações > Descoberta. No item Impressões desta área ele vai indicar se as pessoas localizaram seus posts por hashtags ou não. Um bom teste é usar uma hashtag única por semana para saber qual é a melhor.

Interação: Há alguns meses o Facebook começou a falar de interações significativas e, ao que tudo indica, para o Instagram isso envolve ter comentários em que as pessoas se marcam umas às outras e comentários com mais de 4 palavras que formem uma frase. Ou seja, volto a dizer: um simples “Sim” não vai significar muita coisa. 😉

Anúncios: Assim como o Facebook, a tendência é que os anúncios tenham um papel cada vez maior no Instagram. Nas últimas semanas, inclusive, já passou a ser possível usar publicações do perfil do Instagram em campanhas pagas criadas diretamente pelo Gerenciador de Anúncios do Facebook. Vale a pena aprender a criar campanhas no Instagram e começar a investir por lá, também.

Por fim, vale lembrar que, como tudo em marketing digital, não existe uma fórmula mágica. O segredo é entender o seu público e investir em entregar conteúdo que ele realmente quer ver. E só assim você poderá ter tranquilidade e não cair em qualquer modismo alarmante das redes sociais.


O que é o algoritmo do Instagram e como ele funciona?

**Atualizado em 23/01/2019

Você pode ter recebido um pedido de um cliente para publicar aquele post de Instagram que diz que o alcance está limitado a 7% e que se as pessoas comentarem “Sim” o índice de alcance da conta vai aumentar. Esse tipo de ação volta e meia dá as caras no mundo das mídias sociais. Inclusive, há 2 anos escrevi sobre este exato mesmo assunto e você pode ler aqui.

Mas, como o algoritmo andou mudando, decidi escrever um post novinho para contar como ele está funcionando, verificar essa questão dos 7% e indicar o que você pode fazer para melhorar seus resultados no Instagram.

Mão segurando celular para tirar uma foto.

O que é o algoritmo do Instagram?

O algoritmo é como se fosse uma fórmula que considera diversos fatores e, como resultado, responde a seguinte pergunta: Para quem este post será exibido?

Ele é uma parte importante de todas as plataformas de redes sociais, e a principal razão de existir é que não tem como todos os usuários verem todos os posts de todos os perfis e páginas que seguem, é muita informação e de alguma forma ela precisa ser organizada.

Como funciona o algoritmo do Instagram?

Esta fórmula atualmente leva em consideração 6 pontos: Interesse, Tempo, Relacionamento, Frequência, Seguidores e Uso.

6 fatores de classificação de publicações no Instagram: Interesse, Tempo, Relacionamento, Frequência, Seguidores, Uso.

Vamos entender melhor o que quer dizer cada um desses itens.

Interesse: O algoritmo vai analisar se o usuário se envolve mais com imagens ou vídeos e, ainda, com que tipo de imagens ele tem mais chance de se envolver. Isso tudo graças às ferramentas de reconhecimento de imagem desenvolvidas pelo Facebook e que também estão em uso no Instagram. Assim, se um usuário curte e comenta muitas fotos de praias, é maior a chance de ele receber posts com fotos de paisagens.

Tempo: A chance de o Instagram exibir um post publicado há menos de uma semana é maior do que a de exibir publicações mais antigas.

Relacionamento: Quando um usuário interage frequentemente com um perfil, aumenta a chance de ele ver mais publicações deste perfil. Isso inclui curtidas, comentários, mensagens privadas, marcar um ao outro em fotos, etc.

Frequência: O algoritmo do Instagram vai selecionar os melhores posts desde a última vez em que o usuário abriu o aplicativo, assim, usuários que abrem o aplicativo várias vezes ao dia correm menos risco de ver publicações repetidas.

Seguidores: Quanto mais perfis o usuário seguir, mais variado será o seu feed, porque o Instagram terá mais posts de alta qualidade para exibir.

Uso: O tempo de permanência no aplicativo também é um fator importante. Usuários que usam rapidamente o Instagram verão apenas os melhores posts, e aqueles que ficam mais tempo navegando pelo feed verão publicações mais variadas e, possivelmente, de menor qualidade, quando rolarem o feed durante vários minutos.

E os 7% de alcance?

Não, o alcance do Instagram não é de 7% ao máximo. Se você analisar os resultados dos seus posts do perfil comercial, vai notar que alguns deles têm alcances maiores, outros menores, que alguns podem ter menos que isso e outros podem ultrapassar os 100%.

Antes de eu te apresentar alguns dados, vamos só revisar um item bem importante para esta história que é o Relacionamento: não adianta o usuário comentar “Sim” no seu post hoje e não interagir mais com suas publicações. O relacionamento do usuário com outros perfis precisa ser recorrente, se não for, com o tempo ele deixará de ver suas publicações de qualquer maneira.

**Atualização**

Em 22 de janeiro de 2019 o Instagram se posicionou sobre a questão do alcance em uma série de tweets.

Em tradução livre:

“Notamos um crescimento dos posts sobre a limitação de alcance das publicações do Instagram para 7% dos seguidores e gostaríamos de esclarecer isso.

O que aparece primeiro no seu feed é determinado pelos posts e perfis com os quais você se envolve mais, bem como outros fatores contribuintes, como a data da publicação, a frequência que você acessa o Instagram, quantos perfis você segue, etc.

Nós não fizemos nenhuma mudança recente no ranking do feed, e nunca escondemos publicações de pessoas que você segue – se você continuar rolando o fee, você verá as publicações. Novamente, seu feed é personalizado para você e evolui com o passar do tempo, baseado em como você usa o Instagram”.

Vamos ver alguns exemplos?

Aqui estão os alcances das 9 melhores publicações de 3 perfis nos últimos 3 meses.

O cálculo da taxa de alcance é feito com a seguinte fórmula: Alcance do post x 100 / Número de seguidores.

Perfil 1 – 800 seguidores

Exemplo de Dados de Alcance do Instagram

Post 1: 68,37%

Post 2: 66,37%

Post 3: 65,25%

Post 7: 62,75%

Post 8: 62,25%

Post 9: 62,12%

Perfil 2 – 10,7k seguidores

Post 1: 56,99%

Post 2: 50,06%

Post 3: 48,74%

Post 7: 34,26%

Post 8: 33,86%

Post 9: 33,38%

Perfil 3 – 11,5k seguidores

Post 1: 68,79%

Post 2: 63,12%

Post 3: 50,53%

Post 7: 41,97%

Post 8: 39,48%

Post 9: 39,40%

E a sua taxa de alcance, como está? Para descobrir, basta seguir o mesmo cálculo e você vai saber quanto do seu público está alcançando.

O que fazer para melhorar meu resultado?

Algumas coisas podem ser feitas para melhorar o resultado das suas publicações no Instagram e o seu foco precisa estar em melhorar o conteúdo.

Conteúdo: Neste ponto você pode observar o que seus melhores posts têm, isso pode envolver: tipo de imagem ou vídeo; comprimento da legenda; tipo de texto da legenda; dia de publicação; horário de publicação.

Hashtags: Um outro ponto importante é testar hashtags para descobrir quais são as que mais trazem resultados. Isso pode ser visualizado abaixo de cada publicação, no item Ver Informações > Descoberta. No item Impressões desta área ele vai indicar se as pessoas localizaram seus posts por hashtags ou não. Um bom teste é usar uma hashtag única por semana para saber qual é a melhor.

Interação: Há alguns meses o Facebook começou a falar de interações significativas e, ao que tudo indica, para o Instagram isso envolve ter comentários em que as pessoas se marcam umas às outras e comentários com mais de 4 palavras que formem uma frase. Ou seja, volto a dizer: um simples “Sim” não vai significar muita coisa. 😉

Anúncios: Assim como o Facebook, a tendência é que os anúncios tenham um papel cada vez maior no Instagram. Nas últimas semanas, inclusive, já passou a ser possível usar publicações do perfil do Instagram em campanhas pagas criadas diretamente pelo Gerenciador de Anúncios do Facebook. Vale a pena aprender a criar campanhas no Instagram e começar a investir por lá, também.

Por fim, vale lembrar que, como tudo em marketing digital, não existe uma fórmula mágica. O segredo é entender o seu público e investir em entregar conteúdo que ele realmente quer ver. E só assim você poderá ter tranquilidade e não cair em qualquer modismo alarmante das redes sociais.


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